Entendendo investimento

Liquidez, risco e prazo: os três lados que todo dinheiro guardado tem

Equipe Valora9 de setembro de 20263 min de leitura

Toda vez que você guarda dinheiro em algum lugar, três coisas entram em jogo ao mesmo tempo, e elas puxam umas contra as outras. Entender esse trio não diz onde pôr o dinheiro. Isso é decisão sua, e de quem tem registro para te assessorar. Mas diz quais perguntas fazer antes de decidir.

Os três lados

Liquidez é a rapidez com que você recupera o dinheiro sem perder valor. O dinheiro na conta corrente tem liquidez total: está disponível agora. Outras formas de guardar podem pedir alguns dias, ou cobrar um custo se você tirar antes de uma certa data.

Risco é o quanto o valor pode variar no caminho, para baixo ou para cima. Risco baixo quer dizer que você mais ou menos sabe com quanto vai terminar. Risco mais alto quer dizer que o resultado tem uma faixa larga de possibilidades, e parte dessa faixa fica abaixo do que você colocou.

Prazo é quando você vai precisar desse dinheiro. Repare que isso não é uma característica do lugar onde você guarda, é uma característica do seu plano. A reserva de emergência tem prazo "a qualquer momento". A entrada de um imóvel tem prazo "daqui a três anos".

Por que os três não andam juntos

Em geral você não consegue os três no melhor nível ao mesmo tempo. Quem quer liquidez imediata e quase nenhuma variação costuma abrir mão de um rendimento maior. Quem aceita deixar o dinheiro parado por anos e conviver com oscilação está atrás de outra coisa.

Não existe opção que ganhe em tudo. E quando alguma parece ganhar em tudo, geralmente é porque um dos três lados não foi contado na conversa, quase sempre o risco.

O exercício: nomeie cada reserva antes de olhar qualquer opção

Liste cada objetivo de dinheiro guardado que você tem e escreva três coisas ao lado de cada um:

  • quando eu vou precisar disso
  • eu aguento esse valor variar no meio do caminho, ou preciso do número mais ou menos certo?
  • se aparecer um imprevisto amanhã, é daqui que eu tiro o dinheiro?

Alguns exemplos de como isso fica:

  • reserva de emergência: prazo a qualquer hora, nenhuma variação que eu aguente, precisa estar à mão
  • viagem no fim do ano: prazo curto e definido, pouca margem para variar
  • aposentadoria: prazo longo, dá para atravessar as oscilações do caminho

Com isso escrito, qualquer material que você leia depois, ou qualquer conversa com um profissional, muda de figura. Você chega sabendo o que procura, em vez de começar pela pergunta "qual rende mais", uma pergunta que não tem resposta sem as três de cima.

No Valora

O Valora ajuda você a enxergar quanto tem guardado e para qual objetivo, e organiza metas com prazo e valor. O que ele não faz, de propósito, é dizer onde aplicar: isso é papel de quem tem registro na CVM.

A parte que é sua, entender o que você precisa de cada reserva em liquidez, risco e prazo, dá para fazer agora, com papel e caneta.

Este texto é informativo e não é recomendação de investimento nem consultoria financeira. Ele explica como as coisas funcionam para ajudar você a decidir; a decisão sobre o seu dinheiro é sua.

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